quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os caminhos

Mesmo assim eu não deixo de gostar de você...
Não sei se é teimosia minha, mas é algo do qual não posso controlar, não queria te ver chateada e também não queria ficar...no fundo eu só quero que a gente fique bem, juntos ou não...lógico que a preferência seria que ficássemos juntos, sempre quis isso. Mas senão acontecer a vida segue e temos muito por fazer e viver. Apenas começamos!
Uma das conclusões que chegamos é a de que o amor dói. E sem dúvida, deverás dói, sinto uma dor forte que avança o peito e chega à alma. Tenho medo de estar com você e muito mais medo só de pensar em te perder.


“Eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos...”
(Lenine - Todos os caminhos)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Inconstância

Por mais que eu tente entender eu não consigo,

Tantas indas e vindas,

Tanto desconforto,

Brigas tolas,

Verdades não ditas

Bem e mal

A ironia de se querer

Sem nunca estar juntos

E sem nunca se perder
(Kháos)


“O bem que voçe me fez, nunca foi real”
(Barão vermelho – As flores do mal)

“O mundo está ao contrário e ninguém reparou?”

Hoje acordei com a sensação de que tudo esta errado!

Às vezes me canso de tudo;

Do mundo, da minha vida, das pessoas que tem o dom ou poder de transforma - lá melhor ou pior.

Muitas vezes me questiono porque essa relação com o outro é tão importante pra nós, porque somos tão afetados com a presença ou ausência do outro.

Acordei me sentindo criança, querendo um colo de pai ou de namorada, senti a solidão de uma vida vazia. Entrei em conflito comigo mesmo logo ao despertar, com minhas noites de sonos curtos e sem sonhos.
(Kháos)


“Antes eu sonhava, agora já não durmo...
Enquanto o caos segue em frente, com toda a calma do mundo.”

domingo, 11 de julho de 2010

Em cima do muro

As vezes paro de fazer escolhas, de tomar decisões e simplesmente sento em cima do muro e observo minha vida.
O que fiz, o que vou fazer, o que estou fazendo.
Assim no muro sentado observando o dois lados.
Assumo hora meu lugar, hora o do outro.
Tenho visões perturbadas muitas vezes de ambos, mas com singela alegria continuo levando e elevando a vida.
Observo o sim e o não, o bem e o mal, homem e mulher.
Todos os olhares possiveis que de cima do muro posso enxergar.
Sem tomar decisao, sem julgar, sem saber quem sou.

Minha Bela

Minha bela
Feche os olhos;
Para não me ver;
Indo embora;
Sendo engolido;
Pelo mundo;
Na penumbra;
Do horizonte;
Não me olhe;
Com esses olhos;
De o que estamos fazendo;
Neste mundo;
Triste e sombrio;
Sem saber;
O que buscamos de verdade;
Buscando o amor;
Essa melancolia saudável;
Nosso intuito para a dor;
Nossa insatisfação;
Em estarmos satisfeitos;
Na mais plena vertigem;
Do viver;
Perturbado pela própria natureza;
Na angustia de morrer;
Indago minha essência;
Para saber quem sou.
(Kháos)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Escrevendo a catarse

Escrevo antes de mais nada para mim;
pra aliviar a tensão dos meus pensamentos...
escrevo muitas vezes sem ler o que penso
algumas vezes, me assusto com meus pensamentos,
chego a me indagar se penso isto mesmo.
escrevo pra espantar a solidão;
para completar minha paixão;
para chorar, pra sorrir, pra viver.
escrevo, leio, guardo.
escrevo, não leio, nem altero, palavras que morrem no tempo
versos que outrora tiveram grande importância
mas que, também,
não precisavam ter sentido
apenas significar
um vínculo
comigo mesmo

antes de tudo,
ou de nada.
Catarse, um alivio emocional.
(Kháos)

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
(Cartola)

O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi. (Cazuza)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

20 anos da morte do poeta

Eu sou da geração do desbunde.
Nunca tive saco pra milico, desfile, gente com medo.
Todo mundo ficava parado, mudo, anestesiado.
Não dava pra fingir que não tinha nada.
Pra mudar alguma coisa, a gente teve que gritar, se drogar.
Ir pra rua, enfrentar nossa própria fraqueza.
Era uma maneira de não se render, e não ficar careca, careta.
(A vaca)

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Todo Amor que Houver Nessa Vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

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Ele ainda vive em suas letras, suas musicas, poemas, e no coração de seu fãs,
um imortal de vida louca e breve.
VIVA CAZUZA!

terça-feira, 6 de julho de 2010

As vezes sou traído pelo próprio sentimento

O amor como um patético tormento
Os desejos do coração
A alma dizendo que sim
e o mundo dizendo que não.

Entre indas e vindas
Segredos e verdades não ditas
Entre as voltas que o mundo dá
O amor ainda segue a me atormentar
(Kháos)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Soneto de carnaval

Soneto de carnaval

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
(Vinicius de Moraes)

Dance Monkeys Dance

video

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Teogonia de Hesíodo

O começo das coisas, a Teogonia de Hesíodo também é visto como didático, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dele, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo. Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano, que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os Titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os Ciclopes de um só olho e os Hecatônquiros (ou Centimanos). Contudo, Urano, embora tenha gerado estas divindades poderosas, não as permitiu de sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai. Somente Cronos, "o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos", castrou o seu pai–com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia–e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu a deusa Afrodite, saída de uma espuma da água, ao mesmo tempo que o sangue de sua ferida gerou as Ninfas Melíades, as Erínias e os Gigantes, quando atingiu a terra. Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos deuses com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros Titãs como sua corte.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Caos (Mitologia)


Caos (do grego Χάος) é, segundo Hesíodo, a primeira divindade a surgir no universo, portanto o mais velho dos deuses. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a ideia de "caos" sofreu com o passar da épocas.

Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser vista como a mistura primordial dos elementos. Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa "separar, ser amplo", significando o espaço vazio primordial.

O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos.Todavia Caos seria para os gregos o contrário de Eros. Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como "corte", "rachadura", "cisão" ou ainda "separação", já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).

Criação
A origem dos deuses e criação do Universo:

Caos (Universo) gerou sozinho:
Erebus (princípio vital do sexo masculino) gerou com Nix:
Eros (Amor, princípio organizador do mundo) gerou sozinho:
Tártaro (mundo Inferior, Inferno) o mundo inferior dos condenados
Gaia (Terra)gerou sozinha:
Urano (Céu)
Pontos (Mar)
Óreas (Montanhas)
Nix (Noite)

Filipa (Perfeição)

Do Kháos e do Kósmos

Há muito tempo o homem tenta encontrar a ordem no mundo, quando se supõe que nele ela exista e esteja oculta. Quando, porém, se suspeita de que o mundo seja completamente ilusório, procura-se a ordem fora dele. Quando pensamos em ordem, somos também levados a considerar sua oposiçao. Desordem e Ordem, Kháos e Kósmos, Não-Ser e Ser: estas são as velhas dicotomias que vêm ocupando o pensamento desde antes do surgimento da filosofia ocidental.
Se, por um lado, o mundo nos parece imbuído de certa ordem, por outro, ao ser compreendido de múltiplas maneiras, ao ser considerado polissemicamente, ele é percebido, muitas vezes, como um reino de confusão, na verdade, uma dissimulação da realidade. Isto gera uma inevitável ansiedade intelectual e um desconforto no que diz respeito às expectativas do homem diante da vida. Na tentativa de rompermos esse quadro caótico de insegurança quanto à vida e às próprias verdades do intelecto, perseguindo nosso ideal de atingir esteios confiáveis em que possamos apoiar-nos, corajosamente, lançamo-nos em busca daquilo a que chamamos "realidade". Às vezes, imaginamos importante, a todo custo, impedir a escravidão a que somos submetidos pela sedução da aparência. Sentimos que é absolutamente necessário ver o mundo como quem, tendo feito cair a venda dos olhos e tendo contemplado a verdade, se esforça para trazer a luz para os que ainda não a viram.
O mundo não se explica simplesmente por consistir em uma junção das coisas entre si, ou em sua disposição espacial contígua como, por exemplo, um livro sobre a mesa ou um pássaro voando no ar, ou em sua consecução temporal, como no caso do nascer que sucede o gerar, ou do morrer que sucede o viver. Muito mais do que isto, o mundo é esta constante batalha entre os opostos, entre tensões que incessantemente emergem do interior do próprio mundo, que são absolutamente essenciais ao ser e ao existir do mundo, e que se ocultam diante dos olhos que não se deixam guiar pelo pensamento.

link: www.gtantiga.net/textos/Do%20Kh%E1os%20e%20do%20K%F3smos.pdf